"Preciso de um site." Essa frase parece simples, mas ela esconde três caminhos bem diferentes. E escolher o caminho errado é o motivo pelo qual muita gente investe num site e depois reclama que "não deu em nada".
Antes de pensar em cor, logo ou texto, vale entender qual é o trabalho que você quer que o site faça. Existem basicamente três tipos, e cada um serve pra uma coisa.
O site institucional: seu cartão de visitas completo
O institucional é aquele site com várias páginas: início, sobre, serviços, portfólio, contato. Ele existe pra responder a pergunta "esse negócio é confiável e faz o que eu preciso?".
Ele faz sentido quando as pessoas já conhecem sua marca ou chegam até você de várias formas: indicação, Google, cartão de visita, redes sociais. Elas querem se aprofundar, ver o que você oferece, entender sua história e decidir com calma.
Um escritório de contabilidade, uma clínica, uma construtora, uma consultoria: todos se beneficiam de um institucional bem feito. É o lugar onde a pessoa confirma que você é sério antes de te procurar.
O erro aqui é achar que ter muitas páginas é sinal de qualidade. Não é. Um institucional bom é organizado e direto, não um labirinto onde o visitante se perde procurando o telefone.
A landing page: uma página, um objetivo
A landing page é o oposto do institucional em espírito. Ela é uma página só, feita pra levar a pessoa a fazer uma única ação: preencher um formulário, chamar no WhatsApp, se inscrever num evento, pedir um orçamento.
Ela brilha quando você tem uma oferta específica e um público específico chegando. Por exemplo: você vai divulgar um curso, uma promoção de fim de ano ou um serviço novo. A pessoa clica no anúncio ou no link da bio e cai numa página que fala exatamente daquilo, sem distração, sem menu convidando a passear por outras seções.
Menos opção significa mais foco. Numa landing bem feita, tudo empurra suavemente para a mesma decisão. Se ela tiver dez links diferentes, ela deixa de ser landing e vira uma bagunça que dispersa a atenção.
A loja: quando o cliente compra sozinho
A loja online é para quem vende produtos que a pessoa escolhe, coloca no carrinho e paga ali mesmo, sem precisar conversar. Roupa, comida, artesanato, produtos digitais, peças.
Ela envolve mais coisas que os outros dois: catálogo, pagamento, frete, controle de estoque, acompanhamento de pedido. Por isso, montar uma loja sem realmente precisar de uma é um dos erros mais caros que existem. Se o seu negócio vende serviço, ou vende produtos que exigem conversa e negociação, você provavelmente não precisa de carrinho de compras. Precisa de um bom caminho até o contato.
O erro comum: fazer o tipo errado
O tropeço clássico é fazer um site institucional gigante quando o negócio precisava de uma landing page objetiva. A pessoa investe em cinco páginas caprichadas, mas quem chega pelo anúncio se perde e vai embora sem fazer nada. O contrário também acontece: alguém faz uma landing enxuta quando o negócio pedia um institucional que transmitisse solidez, e aí passa a impressão de ser pequeno demais ou improvisado.
O tipo de site não é questão de gosto. É questão de casar com o jeito que as pessoas chegam até você e com a decisão que você quer que elas tomem.
O que fazer antes de decidir
Antes de encomendar qualquer site, responda com sinceridade:
- Como as pessoas normalmente descobrem o seu negócio? Anúncio, indicação, Google, redes?
- Qual é a ÚNICA coisa que você mais quer que o visitante faça ao chegar?
- Você vende algo que a pessoa compra sozinha, ou algo que precisa de conversa antes?
- Você tem uma oferta pontual pra divulgar, ou quer uma presença permanente e completa?
As respostas quase sempre apontam para o tipo certo. Oferta pontual com público vindo de anúncio pede landing. Presença completa que transmite confiança pede institucional. Venda direta de produtos pede loja. E, muitas vezes, a resposta certa é uma combinação: um institucional com uma landing dedicada para cada campanha.
Se você ficou na dúvida sobre qual desses o seu negócio precisa de verdade, a Kriteria pode sentar com você, entender como seus clientes chegam e montar exatamente o tipo de site que faz sentido, sem te vender página a mais nem funcionalidade que você nunca vai usar.