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Um funil simples vende mais que um funil complexo

Cada etapa a mais é um lugar a mais para o cliente desistir. Menos passos, mais vendas.

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Um funil simples vende mais que um funil complexo

Puntos clave

  • Cada etapa extra no funil é mais um ponto onde o cliente pode desistir.
  • O funil mínimo tem quatro momentos: atrair, mostrar valor, facilitar a compra e dar suporte.
  • Você não conserta o que não mede: descubra em qual etapa o cliente some.

Existe uma ideia perigosa rondando o mundo dos negócios: a de que um funil de vendas bom é um funil complexo. Sete e-mails, três páginas, dois formulários, um webinário, uma pesquisa e só então a oferta. Parece profissional. Na prática, é uma corrida de obstáculos onde o prêmio é o seu produto — e a maioria das pessoas desiste no segundo obstáculo.

Por que funis cheios de etapa vazam cliente

Pense no funil como uma sequência de portas. Cada porta que o cliente precisa abrir para chegar até a compra é uma chance de ele parar e ir embora.

Se cada etapa retém, digamos, 60% das pessoas, a matemática é implacável. Comece com 1.000 pessoas. Depois de uma etapa, 600. Depois de duas, 360. Depois de três, 216. Depois de quatro, 130. Você desenhou um funil de cinco etapas e 87% da sua audiência evaporou antes de ver a oferta principal.

O erro não é ter etapas. É ter etapas que não decidem nada. Um formulário que pede dez campos quando três bastavam. Um e-mail de "aquecimento" que só adia a conversa. Uma página intermediária que o cliente precisa rolar inteira para achar o botão. Cada uma dessas parece inofensiva, mas somadas elas espantam quem já estava pronto para comprar.

O funil mínimo: quatro momentos, nada além

Todo negócio, do consultório à loja online, precisa de apenas quatro momentos. Se uma etapa não se encaixa em nenhum deles, ela provavelmente sobra.

1. Atrair. A pessoa certa precisa chegar até você. Pode ser por uma busca no Google, uma indicação, um post que resolveu uma dúvida real. O objetivo aqui é um só: aparecer para quem tem o problema que você resolve.

2. Mostrar valor. Em poucos segundos, a pessoa precisa entender o que você faz e por que confiar. É o seu site, seu perfil, sua vitrine. Não é hora de contar sua história desde 2008. É hora de responder "isso resolve meu problema?".

3. Facilitar a compra. Este é o momento mais sabotado de todos. O cliente decidiu, e aí encontra um WhatsApp que ninguém responde, um checkout que trava, um formulário eterno. Facilitar a compra é remover atrito: menos cliques, menos campos, menos espera.

4. Dar suporte. A venda não termina no pagamento. Um cliente bem atendido volta e indica. Um cliente abandonado depois da compra vira avaliação ruim. Este momento é o que transforma uma venda em várias.

Repare que não tem "webinário", "sequência de sete e-mails" nem "página de captura". Não porque essas coisas sejam ruins, mas porque nenhuma delas é obrigatória. Elas só entram se aumentarem a venda de verdade — não porque alguém disse que funil bom tem que ter.

Corte tudo que não decide nada

Faça um exercício honesto. Liste cada passo que o seu cliente dá, do primeiro contato até o pagamento. Para cada passo, pergunte: "O que essa etapa decide?"

Se a resposta for "ela ajuda o cliente a escolher" ou "ela remove uma objeção real", mantenha. Se a resposta for "ela existe porque sempre foi assim" ou "achei que ficava mais completo", corte. Etapa que não decide nada só serve para dar tempo ao cliente de repensar e desistir.

Um exemplo real e comum: uma loja pedia cadastro completo antes de mostrar o preço do frete. Metade das pessoas ia embora ali. Bastou inverter — mostrar o frete primeiro, pedir dados só na hora de fechar — para a venda subir sem gastar um centavo a mais em anúncio.

O que fazer agora

Você não conserta o que não enxerga. Comece medindo.

  • Desenhe seu funil real em quatro caixas. Atrair, mostrar valor, facilitar a compra, dar suporte. Coloque os números que você tem em cada uma: quantos chegam, quantos avançam.
  • Ache o maior vazamento. Onde a queda entre uma caixa e a próxima é mais brusca? É ali que está seu dinheiro parado. Consertar o pior gargalo rende mais do que otimizar tudo um pouquinho.
  • Elimine uma etapa esta semana. Uma só. O campo de formulário que ninguém usa, a página intermediária, o passo manual. Meça a venda antes e depois.
  • Cronometre o caminho do cliente. Passe pelo seu próprio processo de compra como se fosse um cliente. Se você se irritar em algum ponto, ele também se irrita.

Funil complexo dá uma sensação de controle, mas quem paga a conta é a venda. O objetivo nunca foi ter mais etapas. Foi ter menos motivos para o cliente ir embora.

Na Kriteria a gente costuma fazer exatamente isso: mapear onde o cliente some e construir o caminho mais curto entre o interesse e a compra — com site rápido, checkout sem atrito e automação que responde na hora. Se você desconfia que está perdendo venda no meio do caminho, é sinal de que vale olharmos juntos.

Pedro Lima

Escrito por

Pedro Lima

Escreve sobre marketing para pequenos negócios: oferta, copy, funil e as decisões que fazem um site ou uma campanha realmente converter.

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